COMO TUDO COMEÇOU

A Fazenda São Bento está localizada na região do Vale do Paraíba no Sudeste do Brasil. Sua história começou aproximadamente 50 anos atrás quando Francisco José de Andrade Costa (avô do Sérgio) comprou 700 hectares na cidade de Cachoeira Paulista (São Paulo) na beira da Via Dutra (rodovia que liga São Paulo ao Rio de Janeiro). Originalmente a área era de Mata Atlântica, mas, durante a era do café Brasileira se tonou em áreas cafeicultoras. Quando a fazenda foi comprada a terra se encontrava em estado de degradação, com muitas pragas e alguns resquícios da vegetação original restante. Deste cenário, novos investimentos foram realizados, como a construção de uma sede, casa para colaboradores e plantações de milho, feijão, café e mandioca assim como a produção de leite.

No início de 1960 o governo brasileiro desapropriou em torno de 80% da área da fazenda para estabelecer o Instituto Nacional De Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE). Em torno de 550 hectares forma perdidos, justamente nos locais nos quais Francisco tinham realizado as benfeitorias. Tal situação gerou um desânimo no fazendeiro. No entanto, seu filho Danilo de Andrade Costa, junto com sua esposa Dulce Maria Valadão Cardoso (pais de Sérgio), mantiveram as esperanças e iniciaram a reconstrução da Fazenda São Bento, diante de um cenário semelhante ao qual Francisco havia iniciado o seu projeto. A fazenda continuou diversificando as atividades, no entanto, o maior foco ficou para a produção de leite, melhorando a genética do rebanho (especialmente vacas da raça Gir com linhagem Everest um dos touros da raça conhecidos pela produção de leite).

Posteriormente, Danilo utilizou genética de gado holandês nas vacas Gir, formando o gado meio-sangue Girolando. O Holandês Frísio uma linhagem de menor porte, maior rusticidade foi a base genética utilizada na formação do gado Girolando.

 

 

A TRANSFORMAÇÃO, QUALIDADE COM ÉTICA!

Em 2009, a sucessão de Danilo para Sérgio na administração da fazenda foi efetuada. Sérgio que iniciou o curso em Agronomia em 2002, se formou em 2007. Posteriormente, Sérgio quando assumiu o negócio se tornou mestre em 2009 dando início a uma nova era, focando em educar jovens técnicos, melhorar a genética do rebanho, aprimorar a gestão da fazenda (maquinários agrícolas e ordenha, e outra ferramentas) e, em especial, focar em um plano estratégico de longo prazo. Com o apoio do veterinário, mestre em nutrição de ruminantes e grande amigo de Sérgio, João Luiz, foi elaborado este novo projeto, objetivando alcançar, em 5 a 7 anos, uma produção diária de leite de 4 a 5.000 litros, aumentando a produtividade por animal de 9 para 17 L, melhorar a qualidade do leite (contagem bacteriana total 5.0 e de proteína >3.5) e obter certificações abordando o principio de “qualidade com ética”. Tal estratégia tornará a fazenda em uma empresa conscientizada com o meio ambiente, o bem estar animal e social! Tal filosofia baseia-se no tripé do “conhecimento”, “manejo” e “genética”.

No longo prazo (até 2020) a meta é tornar a fazenda em um laticínio Premium de queijos artesanais maturadoss (3 a 36 meses de maturação).

 

 

A ORIGEM DA MEQ - Milk, Education and Quality

Devido ao crescimento da empresa e a demanda por uma gestão administrativa melhor, em 2014, a empresa contratou Matheus Delavald (COO), formado em ciências contábeis. Matheus, focou sua dissertação de mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no processo de verticalização na fazenda São Bento tornando- a em um laticínio. Assim, conhecimento, tempo e energia foram investidos na mudança da filosofia de produção e cultura da empresa. Surgiu então a MEQ, sigla em inglês para “leite, educação e qualidade”! Empresa com jovem diretoria (Sérgio e Matheus) de média de idade de 30 anos!

A MEQ possui a missão de produzir alimentos com excelência a partir de um sistema de manejo socioeconômico e ambiental que viabiliza o desenvolvimento continuo do negocio; e a visão de tornar-se referencia no mercado mundial de produção de alimentos com produção certificada e baixo impacto ambiental. A MEQ espera que, priorizando a educação e tendo como valores a ética, organização, equilíbrio, excelência e pragmatismo, permitirá a empresa a atingir seus objetivos e, possivelmente, esta forma de pensar possa servir de exemplo para outros produtores brasileiros.

A gestão da MEQ ocorre em dois setores: operacional e administrativo. A primeira aborda todo o processo de produção do leite ao passo que a segunda abrange a diretoria e escritório aonde ocorre o controle de pagamentos, setor de recursos humanos, gestão de equipes, aquisição de insumos e controle de operações, mensurando a eficiência financeira da empresa.